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Projecto RETAILL aposta em IA para reduzir desperdício alimentar e optimizar cadeias de abastecimento

  • 11 hours ago
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Um novo projecto de investigação e inovação pretende transformar a gestão das cadeias de abastecimento alimentar através da utilização de inteligência artificial e Internet das Coisas. O projecto RETAILL – REtail using Technology based on Artificial InteLLigence está a ser desenvolvido no âmbito do programa COMPETE 2030, integrado na estratégia de inovação e transição digital do Portugal 2030.


A iniciativa decorre entre 1 de Julho de 2024 e 30 de Junho de 2027, reunindo um consórcio liderado pela empresa portuguesa Retail Consult, em parceria com o Instituto Politécnico do Porto e a Universidade do Porto, através da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e do laboratório de investigação LIACC.


O projecto conta com um investimento superior a 1,6 milhões de euros, com apoio financeiro de fundos europeus.


Combater o desperdício alimentar com tecnologia

O RETAILL surge como resposta a um dos principais desafios globais do sector alimentar: o desperdício de alimentos ao longo da cadeia de produção e distribuição.


Segundo estimativas da Food and Agriculture Organization, perdem-se anualmente cerca de 400 mil milhões de dólares em alimentos entre a colheita e a distribuição, devido a factores como sobreprodução, limitações de transporte, armazenamento inadequado ou processos ineficientes no retalho.


Esta realidade representa não apenas um problema económico, mas também um impacto ambiental e social significativo. De acordo com os Nações Unidas, a meta 12.3 dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável estabelece que as perdas alimentares devem ser reduzidas para metade até 2030.



Plataforma inteligente baseada em IoT e IA

Para responder a este desafio, o projecto prevê o desenvolvimento de uma plataforma modular baseada em Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial, concebida para ser flexível e adaptável a diferentes cadeias de abastecimento alimentar.


A solução permitirá recolher e integrar dados ambientais, logísticos e operacionais provenientes de diferentes intervenientes da cadeia de valor — desde produtores e distribuidores até retalhistas — transformando essa informação em dados accionáveis para melhorar a gestão logística e a tomada de decisão.


Entre as principais funcionalidades da plataforma destacam-se:
  • optimização de rotas e processos logísticos

  • novos métodos de rastreamento de matérias-primas e produtos alimentares

  • soluções para gestão de excedentes alimentares

  • monitorização de indicadores ambientais

  • avaliação do ciclo de vida dos alimentos (ACV)


Índice de frescura para produtos alimentares

Uma das inovações previstas no âmbito do RETAILL é a criação de um índice de frescura, destinado a avaliar a qualidade de produtos frescos, como fruta e hortícolas.

Este sistema permitirá melhorar o controlo da qualidade ao longo da cadeia de abastecimento e garantir que os consumidores têm acesso a produtos mais seguros e de melhor qualidade.


Ao mesmo tempo, a plataforma ajudará a reduzir o excesso de inventário e a encontrar destinos alternativos para produtos alimentares excedentes, evitando o desperdício.



Apoiar pequenos produtores e retalhistas

Outro objectivo central do projecto é reforçar o papel dos pequenos produtores e retalhistas, especialmente em regiões com menor rendimento.


A plataforma digital permitirá criar uma rede de colaboração entre os diferentes agentes da cadeia de valor, aumentando a capacidade de negociação e promovendo uma distribuição mais eficiente dos recursos.


Cadeias de abastecimento mais sustentáveis

Ao integrar numa única solução dados ambientais, logísticos e territoriais em tempo real, o RETAILL pretende dar um contributo significativo para a criação de cadeias de abastecimento alimentar mais sustentáveis, eficientes e resilientes.


Combinando inteligência artificial, análise de dados e conectividade digital, o projecto poderá ajudar a reduzir desperdícios, optimizar recursos e melhorar a sustentabilidade económica e ambiental do sector alimentar


 
 
 

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