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Refeitórios escolares limitam doces e proíbem alimentos processados

14 hours ago
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As refeições deverão ter menos carne vermelha, menos açúcar e menos sal, incentivando o uso de produtos locais e sazonais. As escolas também devem oferecer diariamente uma opção vegetariana e reduzir o desperdício alimentar.



Andia
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Os refeitórios escolares devem proibir produtos ultraprocessados como 'nuggets' ou delícias do mar e servir apenas uma sobremesa doce por mês, segundo as "Orientações para Refeições e Refeitórios Escolares de 2026" divulgadas esta sexta-feira.


Os serviços do ministério da Educação divulgaram as novas diretrizes para que as escolas ofereçam refeições mais próximas da Dieta Mediterrânica: Menos carne vermelha e ultraprocessados por um lado e mais peixe, mais leguminosas, mais fruta e hortícolas por outro.


Os responsáveis querem também pratos com menos açúcar. As sobremesas doces, que inclui "gelado de leite, sobremesa láctea e gelatina, devem ser limitadas a uma vez por mês", lê-se no documento elaborado pelo Instituto de Educação, Qualidade e Inovação (EDUQA) em colaboração com a Direção-Geral da Saúde.


A sobremesa passa a ser fruta fresca e as escolas devem ter três variedades disponíveis. A água deve ser a única bebida existente nos refeitórios.


Outra das grandes novidades é que as novas orientações proíbem produtos ultraprocessados de carne ou peixe com mais de 40% de redução da proteína animal, como "barritas/filetes de peixe, 'nuggets', delícias do mar, patas de caranguejo e produtos similares".


As ementas escolares também "não devem incluir" produtos preparados à base de carne e pescado, nomeadamente "os salgadinhos, como rissóis, bolinhos/pastéis de bacalhau, croquetes".


Os enchidos, fiambre e outras carnes processadas passam a ter utilização residual e apenas para dar sabor a preparações.


Mais peixe e menos carne vermelha é outras das novas orientações que recomendam que o número de refeições de pescado seja igual ou superior às da carne.


Sobre a carne, diz que só devem ser servidas, no máximo, quatro refeições de carne vermelha por mês e que a opção devem ser as carnes brancas. Já os ovos, defendem, que só devem ser servidos uma vez por semana como única fonte proteica animal.


As leguminosas passam a estar presentes diariamente no tabuleiro dos alunos, podendo ser servidas como sopa ou prato principal. Também as hortícolas passam a ser diárias.


Mais comida integral, menos sal e menos fritos são outras das recomendações, sendo que o sal tem de ser sempre iodado. É também incentivado o uso de ervas aromáticas para reduzir o consumo de sal.


Já as frituras ficam limitadas a duas vezes por mês, segundo as novas orientações que reforçam o uso de produtos locais e sazonais e valorizam as receitas tradicionais portuguesas e dos métodos de confeção típicos da Dieta Mediterrânica.


O novo documento mantém a obrigatoriedade de as escolas terem todos os dias uma opção vegetariana, sendo que o tofu, o seitan, o tempeh e produtos semelhantes devem ser limitados a duas vezes por mês, devendo privilegiar-se as leguminosas.


A equipa que elaborou as novas orientações salientou ainda a importância do refeitório escolar como um espaço para promover hábitos alimentares saudáveis e reduzir o desperdício alimentar.


As refeições devem durar, pelo menos, 30 minutos, sem contar com o tempo em que as crianças estão à espera na fila para entrar, que não deve ultrapassar os 10 a 15 minutos.


Quando entram no refeitório, os legumes devem ser os que aparecem primeiro na linha de serviço e a fruta deve estar "em local visível e apelativo".


As novas orientações foram divulgadas esta sexta-feira, Dia Mundial da Alimentação, e "preveem a revisão das porções alimentares em função dos diferentes grupos etários e promovem uma maior proteção das crianças e dos jovens através da restrição de espécies de pescado com elevado teor de metilmercúrio", acrescenta o EDUQA em comunicado.


A alimentação escolar desempenha um papel relevante na promoção da equidade, garantindo o acesso a refeições nutricionalmente adequadas a todos os alunos, independentemente do seu contexto socioeconómico, acrescenta o EDUQA.


Texto: Lusa







 
 
 

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