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O que comemos pode decidir o futuro doplaneta

  • Jan 13
  • 1 min read

E-Global



Um estudo da Universidade da Colúmbia Britânica, divulgado a 24 de dezembro de 2025, conclui que os hábitos alimentares da população mundial estão a ultrapassar o chamado "orçamento de emissões alimenta-res" necessário para manter o aquecimento global abaixo dos 2 °C. Segundo os investigadores, cerca de 44% da população global — e quase 90% dos habitantes de países ricos como o Canadá — teria de mudar a sua dieta para evitar um agravamento severo das alterações climáticas.


A investigação analisou dados de 112 países, responsáveis por 99% das emissões globais associadas à alimentação, e mostra que os sistemas alimentares já representam mais de um terço das emissões de gases com efeito de estufa causadas pela atividade humana. No Canadá, a carne de vaca surge como o principal problema, sendo responsável por cerca de 43% das emissões alimentares médias, apesar de representar apenas uma parte da dieta.

Os autores defendem que pequenas mudancas podem ter um impacto significativo, como reduzir o desperdício alimentar, optar por porcões mais moderadas e diminuir o consumo de carne bovina. Estas altera ções, sublinham, não são apenas uma responsabilidade das pessoas mais ricas, mas de uma grande parte da população mundial, uma vez que todos contribuem para as emissões através da alimentação diária.


O estudo apela ainda a uma maior consciência política e social, defendendo que as escolhas individuais à mesa podem pressionar os decisores a adotar políticas mais sustentáveis para os sistemas alimentares. "Vo-tar com o garfo" é, segundo os investigadores, um primeiro passo essencial para proteger o clima e garantir um futuro mais sustentável para o planeta.



 
 
 

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