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Braga aposta na alimentação sustentável e prepara novo modelo para biorresíduos

35 minutes ago
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Município quer reforçar políticas de proximidade e alterar hábitos, desde as refeições escolares à separação de resíduos. A aposta passa por envolver escolas, famílias e instituições numa mudança de comportamentos com impacto ambiental.





A alimentação sustentável, o combate ao desperdício alimentar e a gestão dos biorresíduos estiveram ontem em debate na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, numa conferência integrada no Elevate Braga. O painel reuniu Altino Bessa, vice-presidente da Câmara de Braga, João Figueiredo, director do Departamento de Gestão de Resíduos e Ambiente Urbano da AGERE, Sónia Pires, vereadora do Ambiente da Câmara de Tavira, e Vera Neves, engenheira do Ambiente de São João da Madeira.


Altino Bessa destacou as medidas promovidas pelo Município de Braga nas escolas, nomeadamente a possibilidade de os alunos que optem por uma alimentação vegetariana terem diariamente uma refeição de base vegetal. O responsável sublinhou ainda o programa ‘5 ao Dia’, através do qual é distribuída diariamente uma peça de fruta aos alunos, abrangendo um universo de cerca de 20 mil crianças.


“O que fazemos enquanto município, enquanto políticas públicas, é não deixar que as pessoas fiquem sem esta opção”, afirmou, defendendo que cabe às instituições disponibilizar alternativas e incentivar escolhas mais sustentáveis, sem impor hábitos alimentares.


O vice-presidente apontou também o trabalho desenvolvido através de iniciativas de educação ambiental e alimentar, incluindo a Semana da Alimentação Sustentável, que decorre entre os dias 12 e 17, e projectos pedagógicos que envolvem milhares de alunos.


Já João Figueiredo centrou a intervenção na gestão dos biorresíduos e na necessidade de alterar comportamentos. “Em Braga, cerca de quatro quilos em dez quilos de resíduos recolhidos são biorresíduos”, revelou, salientando que a principal dificuldade passa pela mudança de hábitos da população.


A AGERE testou um sistema de recolha de biorresíduos em cerca de 1.600 habitações, através do chamado saco verde, mas concluiu que o modelo apresentava limitações, nomeadamente devido à contaminação provocada pela rotura dos sacos durante a recolha.


Nesse sentido, está a ser preparado um novo sistema, baseado em contentorização dedicada, que será instalado na cidade e nas freguesias. “Se não levarmos a resposta para perto das pessoas, isto não vai funcionar”, sustentou João Figueiredo.


A empresa municipal pretende ainda reforçar a compostagem doméstica, estando prevista a distribuição gratuita de quatro mil compostores às famílias, numa estratégia que pretende aumentar a separação na origem e integrar os resíduos nas políticas de economia circular.







 
 
 

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