Páscoa leva a aumento do desperdício alimentar
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Mesmo com a subida de preços, portugueses mantêm gastos altos na Páscoa, enquanto o desperdício alimentar continua elevado.

Gastos e tradição da Páscoa
Em Portugal, o cabaz alimentar atingiu um valor recorde de 254,12€, pressionando os orçamentos familiares. Apesar do aumento dos preços, dois terços dos portugueses planeiam manter ou aumentar os gastos nesta época festiva. O gasto médio por pessoa na refeição de Páscoa situa-se entre 30€ e 60€, sendo os chocolates, adquiridos por 70% dos inquiridos, um dos produtos mais consumidos e também mais desperdiçados.
A situação económica não impede a celebração: a tradição da Páscoa continua forte e molda os hábitos de consumo. Contudo, o aumento dos gastos e a abundância de alimentos elevam a probabilidade de desperdício alimentar, tornando fundamental adotar estratégias que combinem poupança e responsabilidade.
Causas e hábitos de desperdício alimentar
De acordo com estudos recentes, cerca de 80% dos portugueses reconhecem que a Páscoa aumenta o desperdício alimentar. Entre os produtos mais desperdiçados destacam-se chocolates e doces, seguidos dos pratos principais. As causas mais apontadas são a falta de planeamento e as compras por impulso, que levam a cozinhar mais do que o necessário ou a adquirir alimentos em excesso.
Ainda assim, existem práticas positivas: 59% guardam as sobras para consumir nos dias seguintes, 19% congelam alimentos e 9% reutilizam sobras em novas receitas. Gestos simples, como conservar chocolates em locais frescos e secos, ajudam a prolongar a vida útil dos alimentos e a reduzir perdas, mesmo quando apresentam alterações superficiais.
A Páscoa é, assim, uma oportunidade para refletir sobre os hábitos de consumo e adotar práticas mais conscientes. Com planeamento, armazenamento correto e soluções sustentáveis, é possível manter a tradição, reduzir o desperdício alimentar e equilibrar os gastos familiares, promovendo uma Páscoa mais económica e responsável em Portugal.




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