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Investigadores criam “nariz artificial” para detetar frescura de alimentos e reduzir desperdício

  • May 25
  • 1 min read

Cientistas dinamarqueses e alemães desenvolveram uma tecnologia sensorial capaz de identificar sinais precoces de deterioração em carne e peixe, oferecendo uma alternativa mais precisa e sustentável aos tradicionais prazos de validade. O projeto europeu PRECISE uniu a experiência dinamarquesa em bioquímica à tecnologia de sensores alemã para criar um dispositivo que deteta moléculas de odor [...]




Cientistas dinamarqueses e alemães desenvolveram uma tecnologia sensorial capaz de identificar sinais precoces de deterioração em carne e peixe, oferecendo uma alternativa mais precisa e sustentável aos tradicionais prazos de validade.


O projeto europeu PRECISE uniu a experiência dinamarquesa em bioquímica à tecnologia de sensores alemã para criar um dispositivo que deteta moléculas de odor impercetíveis ao olfato humano. Ao contrário das datas de validade estáticas, este “nariz artificial” avalia a condição real do produto, o que poderá evitar que toneladas de alimentos ainda próprios para consumo sejam descartadas.


Durante a fase de desenvolvimento, a tecnologia foi testada em ambientes reais, como restaurantes, supermercados e matadouros; um contacto direto com o mercado que permitiu aperfeiçoar o sensor, protegendo-o de interferências como a humidade e partículas em suspensão.


Com o apoio da indústria e o sucesso dos testes práticos, estima-se que este nariz eletrónico esteja pronto para comercialização e utilização em larga escala nos próximos dois anos, contribuindo para práticas alimentares mais amigas do clima e um controlo de qualidade mais rigoroso.


O projeto contou com um investimento de cerca de 1,9 milhões de euros através do programa Interreg e da União Europeia, envolvendo 16 parceiros transfronteiriços.



 
 
 

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