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Desperdício alimentar é sinónimo de impacto ambiental






Hoje, 5 de junho, celebramos o Dia Mundial do Meio Ambiente. Não é demais relembrar que o desperdício alimentar é também o desperdício de recursos. Por isso, nesta data, é da nossa responsabilidade apelar a um consumo mais consciente e sustentável.


Segundo a WWF, mais de 79 toneladas de alimentos são desperdiçados no mundo por segundo, o que corresponde a 2.500 milhões de toneladas por ano. Mas, mais do que alimentos que não foram usados, o desperdício alimentar é também responsável pelo desperdício de recursos como a água.



Para ser mais fácil a visualização do problema, pensemos na água desperdiçada em cada alimento que não é consumido. Uma única maçã requer cerca de 125 litros para crescer; deitar fora uma banana equivale a desperdiçar o equivalente a deixar uma torneira aberta durante 10 minutos. Se multiplicarmos estes números pelos estrondosos 2.500 milhões de toneladas de alimentos desperdiçados todos os anos mundialmente, começamos a ter uma real noção de que o desperdício alimentar é sinónimo de desperdício de água, de trabalho humano, de energia e de muitos outros recursos naturais. Mas não é apenas isso. O desperdício alimentar também é um dos grandes responsáveis por emissões de gases causadores do efeito estufa.


Se falarmos no caso de Portugal, os números continuam assustadores. De acordo com dados oficiais do INE, referentes a 2020, foram desperdiçadas 1,89 milhões de toneladas de alimentos. Isto é o equivalente a cada português desperdiçar, em média, 183,6 Kg de alimentos. Estes números ganham uma importância ainda maior quando, a 7 de maio deste ano, a Global Network Footprint, divulgou que se esgotaram, oficialmente, os recursos naturais disponíveis em Portugal. Isto significa que para todos nós continuarmos a consumidor como temos vindo a fazê-lo, necessitaríamos de 2,9 planetas. Os recursos que temos à data, não seriam suficientes. Os números são intimidantes e convidam a que se faça uma reflexão.


Como podemos ajudar a combater este problema? Antes de tudo, relembrar a necessidade da constante educação e consciencialização do consumidor sobre este problema. Por um lado, esta consciencialização tem que ser feita através de campanhas nas escolas, nos meios de comunicação e nas comunidades, de forma a informar sobre os impactos negativos do desperdício e incentivando práticas de consumo responsável e consciente. E, por outro lado, o consumidor tem que adotar uma abordagem mais consciente e sustentável em relação à produção, distribuição e consumo dos alimentos.


Uma das soluções, passa exatamente por comprar alimentos que à partida seriam desperdiçados. A Too Good To Go posiciona-se como parte da solução, já que, através da aplicação é possível salvar o excedente alimentar de mercearias, restaurantes ou grandes cadeias de supermercados.


Não podemos também ignorar que já vemos alguma alteração nos hábitos de consumo. A título de exemplo, no ano passado, registámos um aumento de 42% no número de pessoas que salvaram alimentos na aplicação Too Good To Go e, só em 2022, foram salvas mais 43% Surprise Bags em comparação com o ano anterior. O desperdício alimentar é já um tema que está em cima da mesa e isso é comprovado ainda mais por um estudo da Capgemini, que mostra que as pesquisas na Internet sobre iniciativas e dicas para evitar o desperdício alimentar aumentaram 80%.


Nunca é demais relembrar que ainda há muito trabalho a fazer e cada um de nós tem um papel a desempenhar na resolução deste problema. Adotar práticas de consumo consciente, fazer o planeamento de refeições, armazenar adequadamente os alimentos ou aproveitar ao máximo os alimentos de que dispomos pode salvar o planeta e é uma enorme ajuda para que Portugal contribua para esta luta que é o desperdício alimentar.



|Fonte: Dinheiro Vivo, 5 de junho 2023

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