top of page

‘Backwards shopping’: a nova tendência que promete poupar até 700 euros por ano no supermercado

  • 14 hours ago
  • 2 min read

Num contexto em que a inflação continua a pressionar o orçamento das famílias e cada ida ao supermercado parece mais dispendiosa do que a anterior, saber comprar tornou-se quase uma competência essencial do quotidiano.



Num contexto em que a inflação continua a pressionar o orçamento das famílias e cada ida ao supermercado parece mais dispendiosa do que a anterior, saber comprar tornou-se quase uma competência essencial do quotidiano. Já não se trata apenas de encher o frigorífico, mas de o fazer de forma estratégica, evitando despesas supérfluas e rentabilizando ao máximo os alimentos que já estão em casa.


É neste cenário que ganha destaque o chamado backwards shopping — ou “compra ao contrário” — uma abordagem simples que está a conquistar cada vez mais adeptos e que promete uma poupança anual na ordem dos 700 euros.


A lógica do método é direta: antes de elaborar a lista de compras, o consumidor deve começar por abrir o frigorífico, verificar a despensa e o congelador, e fazer um inventário do que já possui. Só depois dessa análise é que deve planear as refeições e, finalmente, adquirir apenas o que é estritamente necessário.


Ao inverter a ordem habitual — primeiro comprar, depois decidir o que cozinhar — esta prática pretende travar compras impulsivas, evitar duplicações de produtos e reduzir o desperdício alimentar.


A tendência foi popularizada pela influenciadora e bloguista britânica Lauren Thorpe, que defende que esta simples mudança de hábitos pode representar uma redução significativa na despesa anual com alimentação, podendo atingir cerca de 700 euros, segundo refere o meio francês Presse Citron.



Aproveitar até ao último ingrediente


O sucesso do backwards shopping reside precisamente na sua simplicidade. Em vez de ceder a impulsos no supermercado ou comprar produtos que já existem em casa, o consumidor faz primeiro um levantamento detalhado do que tem disponível.


O processo segue três passos essenciais: inventário, planeamento de refeições e, só depois, compras. Algumas versões mais recentes da tendência vão ainda mais longe e recorrem à inteligência artificial para transformar ingredientes esquecidos em receitas viáveis, facilitando a organização semanal das refeições.


Para muitos adeptos, o método não exige sacrifícios radicais nem cortes drásticos no consumo. Trata-se, antes, de utilizar de forma mais eficiente aquilo que já foi adquirido.



Combater o desperdício alimentar


Para além da poupança financeira, o backwards shopping ataca um dos principais problemas domésticos: o desperdício alimentar. Uma parte significativa dos alimentos que acabam no lixo não é descartada por estar imprópria para consumo, mas porque foi comprada em excesso, esquecida ou deixada a ultrapassar o prazo de validade.


Ao obrigar à revisão prévia do frigorífico e da despensa, esta prática incentiva o consumo prioritário dos produtos já existentes, reduzindo o desperdício e o impacto ambiental associado.


O backwards shopping não promete soluções milagrosas nem implica viver com restrições extremas. No entanto, coloca um travão em dois comportamentos dispendiosos: comprar por inércia e deixar caducar alimentos já adquiridos.


Num momento em que a despesa com alimentação assume um peso crescente no orçamento familiar, esta forma organizada de planear as compras surge como um gesto simples, mas potencialmente decisivo, para aliviar as contas ao final do mês.


 
 
 

Comments


bottom of page