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As diferenças no prazo de validade dos alimentos

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"Consumir de preferência antes de...", "consumir de preferência antes do fim de..." ou "consumir até..." têm significados diferentes. Saber distingui-los permite reduzir o desperdício alimentar. Apostar na impressão da data junto destas menções seria uma mais-valia.

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Cerca de 10% do desperdício alimentar está relacionado com a marcação dos prazos de validade dos alimentos. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, em inglês), compreender o significado dos prazos de validade e, consequentemente, fazer um uso correto dos mesmos é uma forma de combater o desperdício alimentar. Em 2015, o desperdício alimentar foi responsável por 8% das emissões de gases com efeito de estufa. De acordo com a FAO, cada português desperdiça, em média, 97 quilos de alimentos, por ano. O seu papel enquanto consumidor é, assim, essencial. Esteja atento às condições de conservação dos alimentos e siga as indicações dadas no rótulo.

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SEJA UM CONSUMIDOR MAIS SUSTENTÁVEL

O prazo de validade é um elemento importante de verificar em alguns alimentos. Porém, para que seja fiável, o produto deve ser conservado nas condições corretas, tanto na loja como em casa. Nas lojas, esteja atento à temperatura indicada nas arcas frigoríficas e congeladoras. Em casa, um termómetro ajudará a ter a certeza de que guarda os alimentos no local ideal. 

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"Consumir de preferência antes..." vs. "consumir até..."

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A lei determina que exista uma data de durabilidade mínima ou data-limite de consumo nos alimentos. Caberá ao produtor ou ao distribuidor estabelecer um processo para determinar os prazos de validade.

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A data de durabilidade mínima deve incluir o dia, o mês e o ano, exceto para alimentos com durabilidade inferior a três meses (neste caso, apenas se deve referir o dia e o mês), para os que têm uma durabilidade entre três e 18 meses (o mês e o ano são suficientes) ou com uma durabilidade de mais de 18 meses (só deve constar o ano).

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Antes da data deve vir a menção “consumir de preferência antes de…” quando o prazo inclui o dia e o mês, ou "consumir de preferência antes do fim de..." quando o prazo indica o mês e/ou o ano. É o caso dos bens alimentares menos perecíveis, como conservas, congelados, cereais, massa, chá, café, entre outros. Trata-se de um prazo máximo de garantia de qualidade, ou seja, se este for ultrapassado, e as condições de conservação forem respeitadas, não é necessário deitar fora os alimentos. Pode consumi-los com relativa segurança, tendo em atenção a textura, a cor, o sabor e o cheiro.

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Quando os produtos têm indicado “consumir até”, significa que aquela é a data limite de consumo. Após o prazo indicado, o alimento é tido como não seguro, e o consumidor pode correr o risco de sofrer uma toxi-infeção alimentar se o ingerir. Esta menção aparece em produtos muito perecíveis como a carne, o peixe ou o leite (pasteurizado) e derivados.  

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Alimentos sem validade obrigatória

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Há uma série de alimentos em que o prazo de validade não é obrigatório. Uns por terem estados de conservação muito longos – o sal, o açúcar, o vinho ou o vinagre, por exemplo –, e outros por terem de ser consumidos nas 24 horas após o fabrico, como os produtos de pastelaria e padaria. A fruta e os legumes frescos não descascados ou cortados também não têm prazo de validade obrigatório.

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Mesmo um alimento “acondicionado em atmosfera protetora” precisa de respeitar as condições de conservação habituais.

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Exigimos mudanças na marcação dos prazos de validade 

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No nosso estudo de 2020, 47% dos inquiridos afirmaram ter dificuldade em encontrar a data de validade nas embalagens. Exigimos, assim, que esta data esteja junto das expressões “consumir até” e “consumir de preferência antes de”, ou “... antes do fim de”. E, quando as encontravam, 54% garantiram ser difícil a sua leitura. Daí a importância de a visibilidade dos números ser valorizada, de modo que estes fiquem mais claros e percetíveis. Por lei, sempre que adequado, deve-se indicar as condições de conservação e/ou o prazo de consumo após a abertura da embalagem.

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Assegure-se de que os prazos não são suscetíveis de serem falsificados (por exemplo, de que estão impressos diretamente na embalagem e não numa etiqueta colada) e lembre-se de que apenas são válidos enquanto a embalagem estiver fechada. Uma vez aberta, consuma o alimento rapidamente.

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Alguns alimentos encontram-se com descontos por se aproximarem do fim do prazo de validade. Antes de acreditar que está a fazer um bom negócio, assegure-se de que consegue consumir tudo dentro do prazo.

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Fonte: Deco Proteste

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