5 razões para preferir a comida caseira e dicas fáceis para cozinhar

jimmy-dean-my1mdmragf0-unsplash.jpeg

Antes que comeces a dizer “não tenho tempo para cozinhar”, sugerimos uma pequena reflexão. Quantos minutos ficas a fazer um scroll desatento no Instagram? E quantos mais à procura de jantar numa aplicação de entrega de comida ao domicílio? Se canalizares tudo para junto do fogão, vais ver como ganhas tempo para cozinhar e, mais importante, saúde.

Alcançar uma alimentação equilibrada é uma das maiores vantagens de optar por receitas caseiras e só não fica em primeiro lugar porque compete com outro: poupar dinheiro.

Se estas duas principais razões para, finalmente, dares uso aos livros de cozinha não chegam, eis um total de cinco, bem como dicas e algumas receitas fáceis que incluem técnicas e ingredientes da cozinha tradicional portuguesa. Alguns legumes e ervas aromáticas até podes plantar em casa, na tua horta. Ensinamos como.

jason-briscoe-7majxgumapw-unsplash.jpeg

Razões para preferir a comida caseira

1. Saber o que estamos a comer

Já pensaste sobre a forma como realmente são feitas algumas sopas de restaurante? Umas levam farinha, outras caldos pré feitos, no fundo, nada do que colocarás numa sopa caseira. Além disso, em casa podes colocar também os talos dos vegetais que sobram ao confecionar as receitas fáceis que vamos mostrar e deste modo evitas também o desperdício alimentar.

Cozinhar em casa dá-nos ainda oportunidade de explorar a cozinha tradicional portuguesa e, quem sabe, de recriá-la de modo a trocar o “dia da pizza” pelo “dia sem carne” para apostar mais vezes numa alimentação de base vegetal.

jason-briscoe-7majxgumapw-unsplash.jpeg

2. Poupar 

Colocámos a razão mais atrativa em segundo lugar simplesmente porque a saúde deve sempre estar em primeiro. Mas sendo altura de falar de poupanças, vamos a um exemplo prático sobre como a cozinha caseira é um alívio para as contas: um simples pacote de arroz dá para, pelo menos, dez pessoas (sabemos bem que o arroz tem um espécie de poder mágico da multiplicação dentro da panela) e pode custar menos de 1€; se a isto adicionarmos um frasco de feijão branco (cerca de 0,65€, referência do Continente) e um saco de espinafres (0,99€, no Pingo Doce), o resultado são menos de 3€ para uma dezena de pessoas.

Já comendo fora, uma dose de um arroz de peixe nunca custa menos de 8€. É preciso dizer mais alguma coisa?

3. Cozinhar em quantidade e evitar refeições pouco nutritivas

A comida caseira sabe sem dúvida melhor no momento em que acaba de ser confecionada, mas, se bem acondicionada, o sabor pode permanecer exatamente igual após alguns dias no frigorífico ou semanas no congelador.

Este último equipamento é o melhor amigo na cozinha e exemplo disso é uma simples bolonhesa de carne, como sugere Joana Costa Roque, mestre da organização na cozinha e autora do livro “Cozinha organizada, jantar na mesa", com receitas caseiras e dicas de planeamento. Se tiveres a tal bolonhesa congelada, num dia mais atarefado basta descongelar, rechear uns canelones e voilà. Mais rápido do que encomendar um hambúrguer. 

conscious-design-immhjrp4dcm-unsplash.jpeg

4. Os únicos minutos só nossos para um podcast

 

Cozinhar é como o trânsito: é talvez a única oportunidade no dia em que consegues um momento só para ti. Convertê-lo num momento prazeroso é a missão que deves levar para que as receitas rápidas pareçam feitas como quem prepara uma torrada.

Se precisas de sugestões, o “Extremamente Desagradável”, rubrica de humor no programa “As Três da Manhã”, da rádio Renascença, tem cerca de 10 minutos perfeitos para acompanhar o momento em que organizas os ingredientes na bancada; o “Economicamente Falando” fala de como poupar mais fora da cozinha ou ganhar dinheiro; e o “A Sustainable Mind Podcast” vai deixar-te a refletir sobre o futuro do planeta (mas cuidado para não deixares a comida queimar).

5. Cozinhar em família

Uma coisa é certa: as crianças só aprendem a ver e a experimentar uma tarefa nova. Assim, em vez de "é hora de ir para a mesa” o apelo deve ser “é hora de vir ajudar a fazer o jantar”.

Podíamos antes dizer "brincar" porque para os mais pequenos acaba por ser isso de que se trata: uma brincadeira em família e que mais tarde ou mais cedo resulta nuns ovos mexidos feitos pelos mais pequenos. Provas de que acontece? Aqui está a filha mais velha da arquiteta e fundadora do projeto Homestories, Tânia Martins.

annie-spratt-uyemagaroly-unsplash.jpeg

Dicas fáceis de comida caseira para o dia a dia

Depois de uma mão cheia de razões para preferir comida caseira, seguem-se dicas para que a motivação não caia por terra.

Uma das dicas é básica, mas cai muitas vezes no esquecimento: usar e abusar de especiarias. Isto porque mais especiarias significam menos sal e menos problemas de saúde associados ao seu consumo excessivo — responsável por 2,3 milhões de mortes por ano devido a doenças cardiovasculares, segundo a Sociedade Portuguesa de Hipertensão.

Outra dica fundamental — que vem logo a seguir a não partir o esparguete antes de cozer — é não deitar fora a água na qual se coze a massa e à qual foi atribuída um nome curioso: líquido de ouro, de acordo com o “The Huffington Post”. Eis a explicação: essa água, rica em amido libertado pela massa, quando adicionada posteriormente na confeção de um prato vai formar um molho cremoso como se quer, por exemplo, numa bolonhesa.

Terceira e última dica é olhar bem para o frigorífico. Antes de comprares novos ingredientes, dá asas à imaginação e usa os que já tens de modo a evitar o desperdício alimentar. No caso de um iogurte perto do fim da validade, nada como usá-lo numa sobremesa — que fica até mais nutritiva em vez de outra repleta de natas.

Fonte: Idealista