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Phenix quer ajudar mais empresas a combater desperdício alimentar e subir 33% as receitas

A Phenix quer "salvar" 30 milhões de refeições e aumentar para 13 mil toneladas os alimentos doados. Para isso, quer este ano aumentar o número de empresas com quem trabalha. E vai reforçar equipa.






APhenix quer ajudar mais empresas a combater o desperdício alimentar, aumentar para 127 mil o número de famílias apoiadas e para 230 mil o número de utilizadores da aplicação. Feitas as contas, no final do ano, a startup quer ‘salvar do lixo’ 30 milhões de refeições e aumentar para 13 mil toneladas os alimentos doados. Fechar o ano com quatro milhões de euros de receitas, uma subida de 33%, está nas metas, bem como o reforço da equipa de operações.


Desde janeiro à frente da Phenix em Portugal, Carlos Hipólito traça uma meta de crescimento para a startup: “O ano de 2023 vai ser para a Phenix Portugal um ano de crescimento geral, inclusive ao nível das empresas e parceiros que trabalham diariamente connosco. Aumentar o número de empresas com quem trabalhamos é sinónimo de criar cada vez mais uma maior consciencialização sobre o desperdício alimentar e as soluções que existem e essa sim, é a nossa principal missão”, começa por referir o head of Portugal da Phenix.


Nos planos está assim a expansão do segmento B2B, área de negócio onde a Phenix oferece soluções para as empresas gerirem o seu stocks, em termos da validade do produto — visível nas etiquetas dos prazos de validade que surgem nos supermercados, por exemplo — e no escoamento de doações para instituições.


Para esta área de negócio — que representa 85,15% do volume de negócios da Phenix — a companhia estima,”um crescimento de 200% no número de empresas a atingir este ano. Ou seja, prevemos aumentar de cinco para 15 clientes este ano”, aponta. Sonae (dono do Continente) e o Grupo Brisa são algumas das empresas com quem já trabalham.


Um aumento no número de empresas acompanhado da extensão da rede de apoio a mais instituições e famílias, objetivo crítico num ano onde, apesar do abrandamento registado em abril, a inflação continua a ter forte impacto nos rendimentos. “A inflação e o decréscimo de poder de compra fazem como que seja necessário ajudar cada vez mais instituições e famílias: este é sempre o principal objetivo da Phenix e o principal foco quando apoiamos as instituições com quem trabalhamos”, garante.


Atualmente, a startup apoia 1.400 instituições e um total de mais de 100 mil famílias com as doações obtidas. “Estas recebem, diariamente, doações de alimentos e outros produtos de primeira necessidade. Até ao final deste ano temos previsto um aumento de instituições que apoiamos para conseguirmos chegar a um maior número de famílias apoiadas”, adianta Carlos Hipólito. O objetivo é fazer subir a cobertura de apoio para um total de 1.800 instituições e 127 mil famílias.


As recolhas dos alimentos doados são feitas pelas próprias instituições, assegurando a equipa de operações da Phenix a agilização de “todo o processo entre os nossos clientes e as respetivas instituições, bem como horas de recolha e superfícies específicas”, explica o responsável pela empresa em Portugal.


“São as próprias instituições que se deslocam por exemplo aos supermercados para recolherem o seu cabaz de doação daquele dia. Normalmente, as recolhas acontecem numa base diária, em horas combinadas entre as duas partes”, descreve.



Crescer em 30 mil utilizadores


Mas esta é também uma aplicação que serve o consumidor final. “Evitamos o desperdício em restaurantes, supermercados, mercearias, padarias, entre outros com cabazes a preços mais baixos que o habitual, conseguimos combater o desperdício alimentar com produtos que estão dentro dos parâmetros da qualidade para serem consumidos”, explica Carlos Hipólito. Hoje são cerca de 5 mil os cabazes ‘salvos’ pelos utilizadores cerca de 200 mil utilizadores da aplicação que recolhem os produtos disponibilizados por mais de 2.200 comerciantes, maioritariamente do setor da restauração, cafés e supermercados.


A intenção é “manter os números que estamos a ter, conseguirmos um crescimento orgânico“, aponta para uma subida entre 15% a 20% este ano no número de cabazes de alimentos e para 230 mil utilizadores da aplicação.


Esforços que, o responsável pretende que se traduza num aumento de 9 mil para 13 mil toneladas de alimentos doados; de mais de 18 milhões para 30 milhões de refeições salvas, resultando 90 mil toneladas de CO2 retidas, uma subida face às 63 mil toneladas do ano passado. Passar de 30 milhões de euros em doações para 41 milhões está igualmente nas metas para 2023.



Subir em 33% as receitas e reforçar a equipa


Uma expansão de negócio que se irá refletir num reforço da equipa, atualmente, com seis pessoas. “Temos intenção de, até ao final de 2023, contratar mais quatro pessoas. Uma vez que o nosso principal foco é B2B, o reforço passará maioritariamente pela equipa de operações”, refere o head of Portugal da Phenix.


“Pessoas que se identifiquem com a missão da empresa, que acrescentem, com a sua experiência e o seu know-how, valor nas áreas que tivermos mais necessidades de recrutamento, que tenham espírito de equipa e que estejam preparados para a exigência que vai ser este ano de 2023, tanto ao nível de volume de negócios como também das dores de crescimento que a empresa irá atravessar”, aponta Carlos Hipólito quando questionado sobre o perfil pretendido para os novos reforços.


Face ao “crescimento transversal a toda a operação”, a Phenix que prevê um crescimento de 33% no volume de negócios. “Depois de, em 2022, termos atingido os três milhões de euros de faturação, prevemos, este ano, atingir a meta dos quatro milhões de euros.”


Um crescimento no mercado nacional que acompanha as expectativas da empresa francesa com presença ainda em França e Espanha: este ano, espera atingir globalmente um volume de negócios de 17 milhões de euros, mais cinco milhões de euros do que no ano passado.



|Fonte: Eco, 24 de maio 2023

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