Não ao desperdício alimentar junta mais de 200 empresas e entidades

A Global Media Group é uma das empresas que se associa a este movimento que lança esta quarta-feira uma campanha contra o desperdício e que realiza um ciclo de conversas sobre o tema no Banco Alimentar contra a Fome.


Diário de Notícias


No dia em que se assinala o Dia Internacional para a Consciencialização sobre Perdas e Desperdício Alimentar, esta quarta-feira, mais de 200 empresas e entidades apelam aos portugueses para se unirem contra o desperdício. A Global Media Group, que detém o Diário de Notícias, é uma das empresas, dos mais variados setores de atividade, que integra o Movimento Unidos Contra o Desperdício.


Neste dia dá-se o arranque de uma campanha de comunicação e sensibilização à escala nacional e realiza-se um evento, no Banco Alimentar Contra a Fome, que reforça o debate em torno do desperdício alimentar.


A campanha reúne antigos filmes e cartazes publicitários das várias marcas reaproveitando peças de comunicação e dando corpo a uma nova campanha congregadora.


"Porque só unidos vamos lá. Essa é a principal mensagem desta campanha,: mostrar a importância de assumirmos todos um compromisso coletivo para garantir um planeta melhor para as gerações futuras, com mais justiça social", afirma o Coordenador Executivo do Movimento, Francisco Mello e Castro.


Durante a tarde desta quarta-feira, entre as 17h00 e as 20h00, nos armazéns do Banco Alimentar de Lisboa, realiza-se um encontro em que se irá discutir o desperdício alimentar com vários painéis de oradores "O Privado, o Social e o Público Unidos Contra o Desperdício" é o tema da conversa que juntará a ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, o Presidente da CIP, António Saraiva, e o fundador da Refood, Hunter Halder, em torno dos desafios futuros.



O Movimento celebra agora o seu primeiro ano de existência e conta já com a adesão de 2.100 particulares e 245 empresas. Além do alto patrocínio do Presidente da República.


"O desperdício alimentar é uma afronta moral. É uma afronta quando em todo o mundo 690 milhões de pessoas continuam a passar fome. É uma afronta no que significa de uso injusto e insuficiente dos recursos do nosso planeta. É uma afronta porque agrava as alterações climáticas. O combate ao desperdício alimentar integra a agenda 20/30, mas este objetivo global só será alcançado se cada um de nós se empenhar a fazer a diferença no próprio dia a dia", diz Marcelo Rebelo de Sousa numa mensagem.


A Presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, Isabel Jonet, reforça que só com um esforço coletivo e uno será possível combater esta realidade intolerável, absurda em termos económicos e injusta em termos sociais e ambientais".


Em Portugal, estima-se que cerca de um milhão de toneladas de alimentos continue a ir para o lixo.


|Fonte: Diário de Notícias, 29 de Setembro 2021

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