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Em matéria de sustentabilidade, não é “se”, é “como”




Mais do que nunca, somos confrontados com a urgência de repensar hábitos e comportamentos, sob pena dos nos virmos a deparar, muito em breve, com um cenário de total insustentabilidade. Problemáticas como o aquecimento global, o desperdício alimentar e a poluição dos ecossistemas por plásticos deixaram de poder ser encaradas como algo a endereçar, eventualmente, no futuro.

Sabemos, hoje, que o momento para atuar é agora e é crucial que todos nos envolvamos e tenhamos cada vez mais consciência do papel que podemos e devemos desempenhar.

As organizações começam a despertar para estas questões e a tê-las presentes na forma como desenvolvem os seus modelos de negócio. Num contexto social cada vez mais exigente, com clientes e consumidores mais atentos e orientados para estes temas, as empresas repensam os seus produtos e serviços para apresentarem respostas mais adequadas e alinhadas com estes valores. São, felizmente, cada vez mais os exemplos de marcas já estabelecidas que procuram estender o ciclo de vida dos seus produtos, como é o caso da Nespresso, com as sapatilhas feitas de borra de café reciclada, produzidas em Portugal, ao mesmo tempo que surgem novos negócios com preocupações e missões de grande relevância, como é o caso das aplicações de combate ao desperdício alimentar ou do comércio de produtos em segunda mão, promovendo formas de economia circular.


Mas não é apenas a forma como compram e consomem que está sob o escrutínio crescente das pessoas – cada vez mais, os profissionais procuram e selecionam oportunidades com base nos valores de sustentabilidade das empresas, assumindo a importância de integrarem organizações que promovam boas práticas, dentro e fora de portas, e liderem pelo exemplo. Esta realidade apresenta-se como mais um desafio para os empregadores, num momento já extremamente competitivo, mas, mais do que isso, como uma oportunidade para se destacarem e influenciarem pela positiva.


Os bons exemplos constroem-se com trabalho, sustentados em valores honestos e transparentes e traduzidos em estratégias e objetivos bem claros. As organizações que consigam compreender isto e integrar a sustentabilidade como um dos pilares fundamentais do negócio criam valor não só para si, mas também para os seus colaboradores e restantes stakeholders. Já as organizações que se mantenham dormentes, simplesmente a assistir, correm o risco de vir a concluir, num futuro próximo, que já não existe sustentabilidade financeira e operacional sem sustentabilidade social e ambiental.




|Fonte: Líder Magazine| 21 de Novembro 2022

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